segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Uma solução é uma mistura homogênea (tipo de mistura onde não é possível distinguir de forma individual cada um dos seus componentes) de um soluto (substância sendo dissolvida) em um solvente (substância que efetua a dissolução). As soluções são encontradas em quaisquer dos três estados físicos: gasoso , líquido ou sólido. O ar, solução gasosa mais comum, é uma mistura de nitrogênio, oxigênio e quantidades menores de outros gases. Muitas ligas metálicas são soluções sólidas como o “níquel” das moedas (25% Ni, 75% Cu). As soluções mais familiares estão no estado líquido, especialmente aquelas nas quais a água é o solvente.

SoluçãoSolventeSolutoExemplo
SólidaSólido
Sólido
Líquido
Gasoso
Ouro +Prata
Ouro +Mercúrio 
Platina +Hidrogênio 
LíquidaLíquido
Sólido
Líquido
Gasoso
Água + Açúcar
Água +Álcool
Água +Ar (dissolvido)
GasosaGasosoGasosoAr (Nitrogênio+Oxigênio )
Quanto a proporção soluto/solvente, as soluções podem ser diluídas, concentradas, insaturadas, saturadas ou supersaturadas. Podemos descrever uma solução contendo uma pequena quantidade de soluto como diluída e outra, contendo mais soluto na mesma quantidade de solvente como concentrada.
As soluções saturada onde a quantidade de soluto é igual ao coeficiente de solubilidade (quantidade limite de soluto que pode ser adicionado a um determinado volume de solvente),as soluções insaturadas são as que possuem quantidade de soluto menor que o seu coeficiente de solubilidade e as super - saturadas apresentam a quantidade de soluto maior que o seu coeficiente de solubilidade, sendo estas muito instáveis e de difícil preparo.   
Quanto à condutividade elétrica, as soluções podem ser eletrolíticas ou iônicas. As partículas dissolvidas são íons, bons condutores de eletricidade. É o caso das soluções aquosas de ácidos, bases e sais. E não–eletrolíticas ou moleculares onde as partículas dissolvidas são moléculas não conduzindo eletricidade. É o caso da sacarose em água.

CONCENTRAÇÃO DE SOLUÇÕES

A concentração de uma solução deve ser expressa em unidades quantitativas. São usadas as chamadas unidades de concentração que são medidas quantitativas da afinidade de soluto que se dissolve.
A quantidade relativa de uma substância é conhecida como concentração e é expressa em diferentes unidades. 
Concentração Comum (C) 
Também chamada concentração em g/L (grama por litro), relaciona a massa do soluto em gramas com o volume da solução em litros.
C=m1V
C = concentração comum (g/L)
m1 = massa do soluto (g)
V = volume da solução (L)

Densidade (d)
Relaciona a massa e o volume da solução, geralmente, as unidades usadas são g/mL ou g/cm3. Devemos tomar cuidado pois a  concentração comum relaciona a massa de soluto com o volume da solução e  densidade, a massa de solução com o volume da solução.
d = msoluçãoV
msolução = msoluto + msolvente
V = volume da solução

Concentração em Quantidade de Matéria (Cn)
Cientificamente, é mais usual esta concentração, que relaciona a quantidade de soluto (mol) com o volume da solução, geralmente em litros. Sua unidade é mol/L:
Cn=n1V, sendo, n1=m1M1
m1 = massa de soluto em solução (g)
M1 = massa equivalente a 1 mol do mesmo.

Título (T)
Pode relacionar a massa de soluto com a  massa da solução ou o volume do soluto com o volume da solução.
T = m1m ou T = V1V
m1 = massa de soluto em solução (g)
V1 = volume do soluto
m e V = massa e volume da solução respectivamente.
O valor do título nunca será maior do que 1, não possui unidade e ao multiplicarmos o resultado obtido por 100 teremos a porcentagem de soluto presente em solução.

Fração Molar 
A fração molar (X) de um componente ”a” em solução é a razão do número de mols deste componente pelo número total de mols de todos os componentes. 
XA = nAnA+nB+nC+
XB = nBnA+nB+nC+
A soma das frações molares de todos os componentes de uma solução deve ser igual a 1. Isto é: XA +XB+... = 1.

Molaridade (M) 
Molaridade ou concentração molar é o número de mols do soluto dissolvido por litro de solução.

M = n1V
M = molaridade (mol/L)
n1 = número de mols do soluto (mol)
V = volume da solução (L)

Molalidade (m) 
Molalidade é o número de mols de soluto dissolvido por quilograma (1000 g) de solvente

m=no de mols do solutomassa de solvente em Kg

Partes por milhão (ppm)
Unidade que nos permite expressar a concentração de substâncias extremamente diluídas, relacionando a massa do soluto e a massa da solução em grama, multiplicada por 106  (1.000.000).
ppm = msolutomsolução106
Podemos fazer também a relação entre concentração comum, densidade e título para calcular a concentração de uma solução.
C = 1000dT


Classificação das soluções

Soluções são misturas de duas ou mais substâncias, elas podem ser classificadas adotando os seguintes critérios: Estado de agregação, Razão soluto/solvente e Natureza das partículas dispersas.

Estado de agregação: quanto a este aspecto, as soluções podem ser sólidas, líquidas ou gasosas.

Solução Sólida: os componentes desse tipo de solução se encontram no estado sólido (à temperatura ambiente).

Solução Líquida: os componentes dessa solução se encontram no estado líquido.

Solução Gasosa: todos os componentes dessa solução se encontram no estado gasoso.


Razão soluto/solvente: esta propriedade relaciona a quantidade de soluto em relação à quantidade de solvente, e classifica as soluções em diluídas, concentradas, saturadas e supersaturadas.

Solução diluída: a quantidade de soluto é muito pequena em relação à de solvente, sendo assim, a solução se encontra completamente diluída.

Solução concentrada: quando a quantidade de soluto é grande em relação à de solvente, ou seja, a solução não se encontra dissolvida.

Solução saturada: neste caso, a quantidade de soluto é a máxima permitida para uma certa quantidade de solvente, em determinada temperatura.

Solução supersaturada: este é um sistema instável, pois a quantidade de soluto é maior que a máxima permitida.


Natureza das partículas dispersas: as soluções podem se classificar em moleculares e iônicas em função da natureza das partículas dispersas.

Solução molecular: as partículas dispersas neste caso são moléculas.

Solução iônica: as partículas dispersas se encontram na forma de íons. Estas soluções também são chamadas de soluções eletrolíticas, porque possuem a capacidade de conduzir corrente elétrica.

Exemplo:
Solução aquosa de cloreto de sódio (NaCl). Observe os íons formados na reação:

NaCl  Na+ + Cl 
TIPOS DE CONCENTRAÇÃO
Concentração é o termo que utilizamos para fazer a relação entre a quantidade de soluto e a quantidade de solvente em uma solução.
As quantidades podem ser dadas em massa, volume, mol, etc.
Observe:
m1= 2g
n2 = 0,5mol
V = 14L
Cada grandeza tem um índice. Utilizamos índice:
1 = para quantidades relativas ao soluto
2 = para quantidades relativas ao solvente
nenhum índice = para quantidades relativas à solução
Exemplos:
massa de 2g do soluto NaCl: m1= 2g
número de mols de 0,5mol do solvente água: n2 = 0,5mol
volume da solução de 14L: V = 14L
As concentrações podem ser:
  1. Concentração Comum
  2. Molaridade
  3. Título
  4. Fração Molar
  5. Normalidade
Concentração Comum (C)
É a relação entre a massa do soluto em gramas e o volume da solução em litros.
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Onde:                                                                                                          
C = concentração comum (g/L)
m1= massa do soluto(g)
V = volume da solução (L)
Exemplo:
Qual a concentração comum em g/L de uma solução de 3L com 60g de NaCl?
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Concentração comum é diferente de densidade, apesar da fórmula ser parecida. Veja a diferença:
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A densidade é sempre da solução, então:
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Na concentração comum, calcula-se apenas a msoluto, ou seja, m1
Molaridade (M)
A molaridade de uma solução é a concentração em número de mols de soluto e o volumede 1L de solução.
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Onde:                                                           
M = molaridade (mol/L)
n1= número de mols do soluto (mol)
V = volume da solução (L)
O cálculo da molaridade é feito através da fórmula acima ou por regra de três. Outra fórmula que utilizamos é para achar o número de mols de um soluto:
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Onde:
n = número de mols (mol)
m1 = massa do soluto (g)
MM = massa molar (g/mol)
Exemplo:       
Qual a molaridade de uma solução de 3L com 87,75g de NaCl? 
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Podemos utilizar uma única fórmula unindo a molaridade e o número de mols:
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Onde:
M = molaridade (mol/L)
m1 = massa do soluto (g)
MM1= massa molar do soluto (g/mol)
V = volume da solução (L)
Título (http://www.soq.com.br/conteudos/em/solucoes/index_clip_image050.gif) e Percentual (%)
É a relação entre soluto e solvente de uma solução dada em percentual (%). 
Os percentuais podem ser:
- Percentual massa/massa ou peso/peso: 
%m/m ; %p/p
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- Percentual massa/volume:
%m/V ; %p/V
   http://www.soq.com.br/conteudos/em/solucoes/index_clip_image054.gif
- Percentual volume/volume:
%v/v
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Exemplos: 
NaCl 20,3% = 20,3g em 100g de solução
50% de NaOH = 50g de NaOH em 100mL de solução (m/v)
46% de etanol = 46mL de etanol em 100mL de solução (v/v)
O título não possui unidade. É adimensional. Ele varia entre 0 e 1. 
O percentual varia de 0 a 100.
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Para encontrar o valor percentual através do título:
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Relação entre concentração comum, densidade e título:
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Relação entre outras grandezas:
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Ou simplesmente:
 
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sábado, 12 de setembro de 2015

ABSCESSO PULMONAR
É uma lesao necrotica localizada do parenquima pulmonar contendo material purulento que se colaba e forma uma cavidade.
Os pacientes que apresentam o reflexo de tosse prejudicado ou nao conseguem fechar a glote, ou aqueles com dificuldades de deglutição, estão em risco de aspirar o material não proprio e desenvolver um abscesso.
Outros pacientes em risco são:
- os que apresentam o disturbio do SNC ( convulsões e AVC ) quando adicionam drogas, álcool, doença esofágica ou funções esofagica e imune comprometido, aqueles sem dentes, aqueles que recebem alimentos por via SNG, e aqueles com estado de consciencia alterado devido a anestesia.
FISIOPATOLOGIA
Muitos abcessos pulmonares constrituem uma complicação de pneumonia bacteriana ou aspiração de anaerobios orais para o pulmão.
Mas no entanto, existem abcessos que ocorrem como secundário a um traumatismo (obstrução brônquica por tumores), obstrução mecânica ou funcional dos brônquios por tumores, corpo estranho ou estenose brônquica ou ainda a partir de pneumonias necrotizantes, tuberculose embolia pulmonar ou trauma torácica.
LOCAIS DE MAIOR OCORRENCIA
A maioria dos abcessos pulmonares é encontrada na área do pulmão que pode ser afectado por aspiração.
O sítio de ocorrência do abcesso pulmonar está relacionado com a gravidade e é determinada pela posição do paciente. Naqueles confinados ao leito, o seguimento posterior do lobo inferior são as áreas mais comuns do abcesso pulmonar.
As apresentações atípicas podem ocorrer dependendo da posição do paciente quando ocorre a aspiração.
Quando o abcesso drena para brônquio surge o escarro, e quando o abcesso drena na cavidade pleural origina empiemas.
Os organismos que provocam abcessos pulmonares com frequência são: S. áureos, Klebsielle e outros grãm - negativas. Entretanto os anaeróbicos também podem estar associados à origem dos abcessos pulmonares.
MANIFESTAÇÕES CLINICAS
As manifestações clínicas podem variar desde uma tosse produtiva discreta até doença aguda. Muitos pacientes apresentam febres e tosses produtivas com quantidades moderadas a copiosas de escarro com odor fétido, frequentemente sanguinolento e pode estar presente a leucocitose. São comum a pleurisia ou dor torácica maciço, dispneia, fraqueza, anorexia e perda de peso.
A febre  e a tosse podem se desenvolver de maneiras insidiosa e podem estar presentes semanas antes do diagnóstico.
HISTÓRICO E ACHADOS DIAGNÓSTICOS
O exame físico pode revelar macicez a percussão e sons respiratórios diminuídos ou mesmo ausentes devido a atrito pleural intermitente a ausculta. Os estertores podem estar presentes, a confirmação do diagnóstico é feito por : Radiografia do tórax, cultura do escarro e em alguns casos é feita a broncoscopia e tomografia computorizada.
TRATAMENTO MÉDICO
O histórico e os achados indicam o agente desencadeador e sugere o possível tratamento.
A drenagem pode ser conseguida através de drenagem postural da fisioterapia torácica, em alguns pacientes usa se um cateter percutâneo inserido para drenar o abcesso a longo prazo.
Uma dieta hipersódica e hipercalórica se faz necessáraria, porque a infecção crónica está associado a processos catabolicos, exigindo a ingestão aumentada de calorias e proteínas para facilitar a cura.
A cirurgia (lobectomia) é feita quando há hemoptise maciça ou pouca ou nenhuma resposta a ao tratamento médico.
TERAPIA FARMACOLOGICA
Os antimicrobianos intravenosos são usados dependendo dos resultados da cultura de escarros e dos testes de sensibilidades. E os medicamentos de escolha são: a penicilina G ou a clindamicina e como segunda linha a penicilina com metronidazol. Em geral são usados em grandes doses intravenosos porque o antibiótico deve penetrar no tecido necrótico e nos líquidos do abcesso, ate que exista evidente melhora dos sintomas.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
O enfermeiro administra os medicamentos de acordo com a prescrição e monitora os efeitos adversos.
A fisioterapia torácica é iniciada conforme o prescrito para facilitar a drenagem.
   O enfermeiro ensina o paciente a realizar o exercício da respiração profunda e da tosse para ajudar na expansão dos pulmões.
O enfermeiro encoraja e monitoriza a ingestão de nutrição apropriada.
Devido ao longo período de cura o enfermeiro deve oferecer apoio emocional.


BRONQUIECTASIA
É uma dilatação crónica e irreversível dos brônquios e bronquíolos. Segundo a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica), ela é uma doença ou processo separado da DPOC (NIH, 2001).
Esta patologia pode ser originada por várias causas, incluindo:
  • Obstrução da via aérea
  • Lesão difusa das vias aéreas
  • Infecções pulmonares e obstrução do brônquio ou complicação das infecções pulmonares de longo prazo.
  • Distúrbios genéticos, como a fibrose cística.
  • Defesa anormal de hospedeiro.
  • Causa idiopáticas.
Uma pessoa pode estar pré­-disposta a doença como consequência a infecções da infância (infecções respiratórias referente no inicio de infância), tal é o caso de sarampo, influenza, tuberculose e distúrbio de imunodeficiência.

FISIOPATOLOGIA
O processo inflamatória associado a infecções pulmonares lesiona a parede brônquica provocando uma perda da sua estrutura de sustentação resultando no escarro espesso que, por fim, obstrui os brônquios. As paredes tornam permanentemente dilatadas (distendidas) e distorcidas, prejudicando a decoração mucociliares.
A inflamação e a infecção estendem-se para os tecidos brônquicos; no caso da bronquiectasia sacular, cada tubo dilatado lembra um abcesso pulmonar cujo exsudato drena livremente através de brônquio. Em geral, a bronquiectasia é localizada, afectando um segmento ou lobo de um pulmão mais amiúde aos lobos inferiores.
A retenção das secreções e ao subsequente obstrução fazem por fim, com que alvéolos dos tais a obstrução se colabem (actletasia). A cicatrização inflamatória ou fibrose substitui o tecido pulmonar funcionante, com o tempo, o paciente desenvolve a insuficiência respiratória com capacidade funcional reduzida, baixa ventilação e uma porção diminuída entre o volume residual e a capacidade pulmonar total. Existem comprimentos maiores na estabilização entre a ventilação e a perfusão (desequilíbrio ventilação-perfusão) e hipoximia.

MANIFESTAÇÕES CLINICAS
Os sintomas característicos da bronquiectasia incluem a tosse crónica e a produção de escarro purulento em quantidades copiosas. Muitos pacientes com essa doença apresentam hemoptise. O baqueteamento dos dedos também é comum pela insuficiência respiratória. Em geral, o paciente apresenta episódios repetidos de infecção pulmonar. Mesmo com as modernas condutas de tratamento, a idade média de mortalidade é de aproximadamente 55 anos.

HISTÓRICOS E ACHADOS DIAGNÓSTICOS
A bronquiectasia não é prontamente diagnosticada porque os sintomas podem ser confundidos com aqueles da bronquite crónica simples. Um sinal definitivo é oferecido pela história prolongada de tosse produtiva com escarro consistentemente negativo para o bacilo da tuberculose. O diagnóstico é estabelecido por um imageamento por tomografia computorizada  (TC), o qual demonstra a presença ou ausência da dilatação brônquica.

TRATAMENTO MÉDICO
Os objectivos do tratamento são promover a drenagem brônquica para limpar as secreções excessivas da porção afectada dos pulmões e evitar ou controlar a infecção. A fisioterapia respiratória, inclusive a percussão e drenagem postural, é importante no tratamento da secreção.
A cessação do tabagismo é importante porque o fumo prejudica a drenagem brônquica ao paralisar acção ciliar, aumentar as secreções brônquicas e provocar inflamação das mucosas resultando em hiperplasia das glândulas mucosas. A infecção é controlada com terapia antimicrobiana baseada nos resultados na sensibilidade sobre organismo cultivado a partir do escarro. Pode ser prescrito um regime de agentes antibióticos por um na inteiro, com diferentes tipos de antibióticos no intervalo, os pacientes devem ser vacinados influenza e pneumonia pneumococócica. A  cirurgia se justifica em pacientes que continuam a expectorar grandes quantidades de escarro e apresentam surtos repetidos de pneumonia e hemoptise, a pesar de aderir ao tratamento, entretanto a doença deve  envolver uma ou duas partes do pulmão que podem ser removidas sem envolver insuficiência respiratória. As metas do tratamento cirúrgico são conservar o tecido pulmonar normal e evitar complicações infecciosas. Pode haver necessidade de remover um seguimento de um lobo (ressecação seguimentar), um lobo (lobetomia), ou raramente todo o pulmão (pneumonectomia). A cirurgia é cuidadosamente preparada por um período com objectivo de obter uma árvore tranqueobrónquica seca (isenta de infecções) para evitar complicações como a atlectasia, pneumonia, fistula bronco-pleural e empiema. Isto é feito por drenagem postural ou, dependendo da localização, por aspiração directa através de um broncoscópio. Depois da cirurgia os cuidados são mesmos ou quase idênticos a qualquer paciente que se submeteu a cirurgia torácica.

TRATAMENTO DE ENFERMAGEM
O tratamento do paciente com bonquiectasia focaliza o alivio de sintomas e auxilio de paciente para depurar as secreções pulmonares. O fumo e outros factores que aumentam a produção do muco e prejudicam sua remoção são objectivados no ensino do paciente. O paciente e a família são ensinados a realizar a drenagem postural e a evitar exposição a outros com infeçoes respiratórias altas e outras infecções. Se o paciente experimenta fadiga e dispneias, são debatidas as estratégias para conservar energia enquanto mantém o estilo de vida o mais activo possível. O paciente precisa se instruir sobre os sinais iniciais da infecção respiratória e a progressão de distúrbio, de modo que o tratamento apropriado possa ser implementado de imediato. Como a presença de uma grande quantidade de muco pode diminuir o apetite do paciente e resultar numa ingesta inadequada, o estado nutricional do paciente é avaliado e são implementadas estratégias para garantir a dieta adequada.
HISTORICO DE ENFERMAGEM
O historico envolve obter informacoes sobre sintomas actuais, bem como as manifestacoes previa da doenca. Alem da historia o enfermeiro tambem reve achados de exames diagnosticos disponiveis.
Para obter historia  seguintes perguntas são indisprensaveis
Há quanto tempo tem a dificuldade respiratoria
O esforco aumenta a dispneia. Que tipo de esforco
Quais são os limites de to;lerancia para o exercicio
Em que periodo do dia em o paciente se queixa mais a fadiga e falta de ar
Que habitos de sono e alimentares foram efectuados
Qual a historia de tabagismos  ( primaria ou secundaria)
Existem exposicoes ao fumo e outros poluentes
Quais são os efeitos deflagradores ( esforço, odor forte, poeira, exposição a animais )?

INSPEÇÃO E ACHADOS DE EXAME
Que posições o paciente assume durante a intrevista ?
Quais são as frequencias de pulso e respiração?
Qual e o caracter da expiração? Com ou sem esforço?
O pacioente pode complitar  uma frase sem precisar respirar?
O paciente contrai os musculos abdominais durante a inspiração?
O paciente utiliza os musculos acessorios do ombro e pescoço  para  respirar?
O paciente leva longo periodo para respirar?
O paciente tem tosse?
O paciente apresente cianose?
As vias cervicais estão ingurgitadas?
O paciente apresenta  


    
Data
NHB
Sinais e Sintomas
Diagnostico
Prescrição

repiração
toracica2intolerancia oa esforço
Dificoldade em respirar(dispneia)
Produção do muco aumentado



               .                         


Assistência de Enfermagem ao paciente portador de empiema pulmonar: relato de caso













Encontramos. M.V 21 anos, residente em Maputo, internado no dia 27/01/11 com queixas de dor torácica, tosse secretiva e intensa falta de ar: história pregressa de tabagismo, etilismo e hepatopatia crônica com 4 toracocenteses anteriores. Apresentava sinais de crepitações no pulmão direito, sendo evidenciado hidropneumotórax. Portava dreno no pulmão direito com secreção purulenta. Encontraram-se 8 diagnósticos: dor aguda; infecção; troca de gases prejudicada; produção de muco aumentada; intolerância à atividade; conforto alterado; padrão respiratório ineficaz; e déficit no auto cuidado.
O plano de cuidados de Enfermagem: administrar medicamentos; monitorizar sinais vitais; fornecer suporte de O2; orientar exercícios respiratórios para promover a expansão do pulmão e acerca da doença e procedimentos realizados (toracocentese, dreno, etc.); prestar cuidados específicos com o dreno; e promover conforto ao paciente. A teoria de Worta permitiu visualizar o paciente na dinâmica sistêmica de interelações biopsicossociais e espirituais.

PE
Nome do doente:  Ângelo Jose Manhique; Idade:21anoa Sexo: m
Diagnostico medico  Epiema   serviço de Medicina IV ; Cama 37:
Dieta:
Data
NHB
Sinais e Sintomas
Diagnostico
Prescrição

repiração
toracica2intolerancia oa esforço
Dificoldade em respirar(dispneia)
Produção do muco aumentado




Abcesso pulmonar